top of page

Estratégia de posicionamento e diferenciação: por que sua empresa técnica acaba competindo por preço


estratégia de posicionamento

Quando uma empresa perde uma proposta porque o concorrente apresentou um preço menor, é comum que a primeira interpretação recaia sobre o mercado, sobre a pressão por margens ou até sobre a necessidade de rever custos e condições comerciais. Em algumas situações, essa leitura corresponde ao que de fato aconteceu, embora, em outras, exista uma questão anterior que merece ser observada com mais atenção: até que ponto o comprador conseguiu compreender por que aquela empresa custava mais e qual valor adicional estava associado a essa diferença?


Em mercados B2B, essa pergunta ganha relevância porque as decisões de contratação costumam envolver diversos elementos ao mesmo tempo, entre eles risco, conhecimento técnico, confiança, capacidade de execução, prazo, experiência, suporte, previsibilidade, impacto financeiro e, naturalmente, preço. O desafio aparece quando boa parte desses fatores, embora exista internamente e seja reconhecida pela própria empresa, permanece pouco visível para quem está avaliando as alternativas disponíveis.


Uma empresa pode contar com uma equipe altamente qualificada, metodologias eficientes, experiência acumulada ao longo de décadas e um histórico consistente de projetos bem executados, mas, quando tudo isso é comunicado por meio de mensagens muito semelhantes às utilizadas pelos concorrentes, o comprador passa a ter dificuldade para compreender quais diferenças realmente deveriam influenciar sua decisão.


É justamente nesse contexto que uma estratégia de posicionamento ganha importância, já que sua função vai muito além da criação de uma frase institucional ou de uma apresentação mais atraente da marca. Quando bem estruturada, ela ajuda o mercado a compreender em quais situações determinada empresa é especialmente relevante, quais problemas está mais preparada para resolver, que capacidades sustentam essa entrega e de que maneira essas diferenças podem gerar valor para um perfil específico de cliente.


Quando essa compreensão permanece pouco clara, o preço tende a ganhar espaço porque se torna um dos elementos mais objetivos e fáceis de comparar entre propostas que, à primeira vista, parecem muito semelhantes.


Posicionamento e diferenciação cumprem papéis diferentes dentro da mesma estratégia


Posicionamento e diferenciação aparecem com frequência como conceitos equivalentes, embora cada um desempenhe uma função diferente dentro da construção estratégica da empresa.


A diferenciação está relacionada às competências, características, ativos, conhecimentos e formas de atuação que fazem uma organização se distinguir das demais alternativas disponíveis no mercado. Uma consultoria de engenharia pode, por exemplo, possuir conhecimento regulatório aprofundado em determinado setor, enquanto outra pode ter desenvolvido uma metodologia capaz de reduzir significativamente o tempo de execução de determinados projetos, e uma terceira pode reunir uma experiência particularmente relevante em situações de alta complexidade técnica.


Essas diferenças podem existir de maneira bastante objetiva, ainda que o mercado nem sempre consiga percebê-las com a mesma clareza com que são percebidas internamente.

O posicionamento atua justamente nessa passagem entre aquilo que a empresa efetivamente faz de diferente e a maneira como essa diferença é compreendida pelo comprador, porque organiza atributos, competências e resultados dentro de um contexto que faça sentido para quem está tomando a decisão. Uma estratégia de posicionamento, portanto, ajuda o cliente a entender em quais situações aquela empresa merece ser considerada, para quais problemas parece especialmente preparada e quais razões sustentam essa percepção.


Por esse motivo, a existência de diferenciais concretos, por si só, pode ser insuficiente quando a comunicação se apoia nos mesmos argumentos encontrados em praticamente todo o setor.


Expressões como “equipe especializada”, “excelência técnica”, “soluções personalizadas”, “qualidade”, “inovação”, “compromisso com resultados” e “experiência de mercado” podem representar características verdadeiras e importantes, embora seu poder de diferenciação diminua quando muitas empresas conseguem utilizá-las de maneira igualmente plausível.


Uma boa estratégia de posicionamento procura aprofundar essa comunicação, transformando competências reais em argumentos que permitam ao comprador entender qual valor está associado a elas e em quais situações esse valor se torna especialmente relevante.


Por que empresas tecnicamente diferentes acabam parecendo iguais?


Esse fenômeno aparece com frequência em mercados B2B maduros, nos quais empresas que atuam no mesmo setor acabam observando umas às outras, adotando práticas semelhantes e reproduzindo formas parecidas de apresentar seus serviços.


Ao longo do tempo, cria-se uma espécie de linguagem própria daquele mercado, na qual determinadas expressões, promessas e argumentos passam a ser utilizados por quase todos os concorrentes. A literatura sobre inovação de valor em mercados empresariais mostra justamente como determinados setores desenvolvem uma visão compartilhada sobre aquilo que deve ser oferecido, valorizado e comunicado, o que pode tornar as propostas cada vez mais semelhantes aos olhos do comprador.


Essa situação fica evidente quando se observam os sites de empresas concorrentes.

Imagine três consultorias de engenharia. A primeira se apresenta como uma empresa especializada em oferecer soluções completas e personalizadas; a segunda afirma que reúne experiência, tecnologia e inovação para entregar os melhores resultados; a terceira destaca sua equipe altamente qualificada e sua ampla experiência na execução de projetos com excelência.


Embora as três possam possuir competências muito diferentes entre si, suas mensagens oferecem poucas pistas capazes de explicar por que uma delas seria mais adequada do que as demais para determinado projeto.


Quando isso acontece, o comprador passa a enxergar empresas distintas como alternativas relativamente equivalentes, o que aumenta a importância de elementos mais fáceis de comparar, como prazo, condições comerciais e preço.


Uma estratégia de posicionamento contribui para reduzir essa homogeneização porque ajuda a explicitar quais diferenças realmente importam, para quem elas importam e qual consequência prática podem gerar.


Estratégia de posicionamento: como tornar o valor mais compreensível


Uma das formas mais úteis de pensar posicionamento em mercados B2B começa pela compreensão das alternativas que existem na cabeça do cliente, já que a decisão de compra raramente acontece apenas entre empresas que se parecem diretamente entre si.

Antes de definir apenas quem é o público-alvo, vale investigar o que o cliente faria caso aquela empresa não estivesse disponível.


Em alguns casos, ele poderia contratar outro escritório de engenharia; em outros, recorreria a uma consultoria multidisciplinar, dividiria o projeto entre fornecedores diferentes, tentaria absorver parte do trabalho internamente ou até adiaria a iniciativa.


Como a comparação acontece dentro desse conjunto mais amplo de possibilidades, uma estratégia de posicionamento tende a se tornar mais consistente quando considera cinco elementos conectados: as alternativas competitivas, as capacidades realmente diferentes, o valor gerado por essas capacidades, os clientes que mais valorizam essas vantagens e o contexto de mercado no qual a empresa deseja ser percebida.


1. Alternativas competitivas

O primeiro passo consiste em compreender com quem ou com o que a empresa realmente compete durante o processo de decisão do cliente, já que essa resposta pode ser bem diferente da lista tradicional de concorrentes utilizada internamente pelo time comercial.

Uma empresa de engenharia ambiental pode descobrir, por exemplo, que perde parte dos projetos para grandes consultorias generalistas, enquanto outros trabalhos acabam absorvidos pela própria estrutura interna do cliente. Em determinadas situações, a alternativa escolhida pode até ser a manutenção do cenário atual, especialmente quando o custo de mudança parece alto ou o problema ainda não é percebido como suficientemente urgente.

Essa compreensão amplia a análise porque permite que a empresa organize sua mensagem considerando aquilo que o comprador realmente compara durante a decisão.


2. Capacidades ou atributos realmente diferentes

Depois de compreender as alternativas, torna-se possível observar quais competências, conhecimentos ou recursos a empresa possui e que não aparecem da mesma maneira nas demais opções consideradas pelo cliente.

Podem entrar nessa análise aspectos como conhecimento técnico específico, processos próprios, tecnologia, experiência setorial, composição da equipe, certificações relevantes, integração entre disciplinas, capacidade de execução, cobertura geográfica ou determinado modelo de atendimento.

Quanto mais concreta for essa análise, mais fácil se torna transformar capacidade técnica em argumento de valor.

A expressão “qualidade”, por exemplo, dificilmente funciona como diferencial quando todos os concorrentes também afirmam entregar qualidade, enquanto uma metodologia que reduz riscos específicos de um projeto ou uma experiência comprovada em determinado tipo de operação oferece uma base mais objetiva para a comparação.


3. Valor gerado por essas diferenças

Capacidades passam a ter maior força comercial quando o comprador compreende as consequências que elas podem gerar em seu próprio contexto.

Uma empresa pode contar com profissionais que dominam profundamente determinada legislação, embora o cliente esteja menos interessado no conhecimento em si do que nos efeitos práticos que esse conhecimento pode produzir, como redução de retrabalho, maior segurança em processos de aprovação, previsibilidade de prazo ou menor exposição a passivos.

O mesmo raciocínio vale para tecnologia, metodologias, certificações e experiência.

Uma estratégia de posicionamento orientada ao cliente procura construir justamente essa ponte entre o que a empresa possui e aquilo que esse recurso pode representar em termos de resultado, redução de risco, ganho de eficiência ou segurança para quem contrata.


4. Clientes que valorizam especialmente essas vantagens

O mesmo diferencial pode ter pesos muito diferentes dependendo de quem está avaliando a proposta.

Uma estrutura preparada para projetos altamente complexos pode gerar enorme valor para uma grande indústria, ao mesmo tempo que se torna pouco relevante para um projeto simples. Da mesma forma, conhecimento regulatório especializado pode ser decisivo em setores fortemente regulamentados, enquanto, em outros contextos, velocidade, flexibilidade ou capacidade de integração podem ter maior peso.

Quando existe clareza sobre quais clientes percebem maior valor nas principais competências da empresa, o posicionamento tende a se tornar mais consistente porque a comunicação deixa de tentar convencer todo o mercado com os mesmos argumentos.


5. Categoria e contexto de mercado

Também merece atenção a maneira como a empresa se apresenta para que o comprador consiga entender rapidamente em qual contexto deve considerá-la.

Categorias ajudam pessoas a interpretar ofertas porque carregam expectativas sobre serviços, capacidades, concorrentes e critérios de avaliação. Uma empresa pode se apresentar genericamente como uma “consultoria de engenharia” ou construir uma associação mais específica com determinado problema, setor, especialidade ou tipo de projeto.

Quanto mais claro for esse contexto, menor tende a ser o esforço necessário para que o comprador compreenda por que aquela empresa pode ser relevante para sua situação.


O concorrente pode estar fora da lista tradicional de concorrentes

Pensar concorrência apenas como uma disputa entre empresas semelhantes pode restringir bastante a análise de posicionamento porque, em compras B2B, o cliente costuma comparar formas diferentes de resolver o mesmo problema.

Uma indústria que enfrenta determinada questão ambiental pode contratar uma consultoria especializada, recorrer a uma empresa multidisciplinar, ampliar sua própria equipe, contratar profissionais independentes ou postergar a decisão.

Cada uma dessas possibilidades envolve diferentes níveis de custo, risco, complexidade e benefício.

Por isso, uma estratégia de posicionamento ganha profundidade quando parte de uma pergunta muito prática: por que esse cliente escolheria esta forma de resolver o problema diante das alternativas que ele realmente considera?

A resposta costuma ser mais útil do que a busca por uma frase criativa que tente resumir a diferença entre concorrentes que, muitas vezes, nem disputam a decisão da mesma maneira.


A capacidade técnica precisa ser traduzida em impacto

Empresas técnicas dependem profundamente de competência técnica, embora essa competência nem sempre seja fácil de avaliar antes da contratação.

Essa característica aparece com frequência nos serviços profissionais, nos quais parte importante da qualidade só poderá ser percebida durante a execução ou após a entrega, o que aumenta a importância das evidências utilizadas para sustentar a percepção de capacidade.

Ainda assim, muitas empresas concentram sua comunicação na descrição da própria estrutura, apresentando tempo de mercado, qualificação da equipe, tecnologia utilizada e certificações sem explicitar com clareza o que esses elementos representam na prática para o contratante.

Vinte anos de experiência, quando contextualizados, podem significar maior capacidade de antecipar problemas recorrentes; uma equipe multidisciplinar pode diminuir o esforço necessário para coordenar diferentes fornecedores; conhecimento aprofundado de determinado setor pode reduzir a curva de aprendizado; uma metodologia própria pode aumentar a previsibilidade; determinadas certificações podem ajudar a mitigar riscos ou atender exigências específicas de contratação.

A estratégia de posicionamento ajuda a organizar essas informações de modo que o comprador consiga relacionar competência técnica com consequências relevantes para seu próprio negócio.


Diferenciação ganha força quando é relevante e comprovável

Um diferencial comercialmente útil tende a ganhar importância quando está conectado a algo que realmente influencia a decisão do comprador.

Uma característica pode ser rara no mercado e ainda assim ter pouco peso comercial, enquanto outra, aparentemente menos sofisticada, pode ser decisiva quando interfere em fatores como atraso, risco, retrabalho, custo operacional ou exposição regulatória.

Além da relevância, existe outro elemento importante: a confiança de que o valor prometido será efetivamente entregue.

Decisões empresariais envolvem incerteza, especialmente quando o fornecedor apresenta uma proposta mais cara e justifica esse valor por meio de benefícios que só poderão ser percebidos ao longo do projeto.

Cases, indicadores de desempenho, experiência em projetos semelhantes, depoimentos, certificações relevantes, metodologia documentada, histórico de resultados e conhecimento demonstrado ajudam a reduzir essa incerteza porque transformam promessas abstratas em sinais mais concretos de capacidade.

Quanto maior for o risco percebido em uma contratação, maior tende a ser a importância dessas evidências.


Por que a engenharia é especialmente sensível a esse problema

A contratação de serviços de arquitetura, consultoria e engenharia possui uma característica particular, já que alguns dos aspectos mais importantes para o sucesso de um projeto, como qualidade técnica, capacidade de resolver problemas, conhecimento da equipe, comprometimento e experiência, nem sempre são fáceis de avaliar de forma objetiva antes do início do trabalho.

Esse cenário cria um desafio adicional para empresas que dependem fortemente de expertise, porque uma organização pode estar muito mais preparada para determinado projeto e, ainda assim, não conseguir tornar essa vantagem suficientemente visível durante o processo comercial.

Quando isso acontece, parte do valor permanece restrita à percepção interna da própria empresa, enquanto o comprador precisa tomar sua decisão com base nos elementos que consegue observar e comparar.

Desenvolver uma estratégia de posicionamento, nesse contexto, também significa facilitar a avaliação do cliente, oferecendo sinais mais claros sobre especialização, adequação ao problema, experiência e resultados.


Três empresas podem oferecer engenharia e gerar valores diferentes

Considere três empresas que atuam com projetos industriais.

A primeira possui ampla experiência em ambientes regulados e um histórico relevante em projetos nos quais falhas podem gerar impactos financeiros e jurídicos importantes. A segunda desenvolveu processos capazes de acelerar determinadas etapas e trabalha com forte integração entre equipes. A terceira possui uma estrutura mais enxuta e consegue atender projetos menos complexos de maneira eficiente.

As três atuam em engenharia, embora suas propostas de valor sejam diferentes e sua adequação dependa do contexto de cada cliente.

A primeira tende a gerar maior valor para organizações em que conformidade e redução de risco sejam prioritárias; a segunda pode ser especialmente relevante quando prazo e coordenação representam gargalos; a terceira pode fazer mais sentido em situações nas quais simplicidade, velocidade e eficiência financeira tenham maior peso.

Quando todas se apresentam apenas como empresas que entregam “soluções de engenharia com excelência”, boa parte dessas diferenças desaparece.

O posicionamento ajuda a tornar visível aquilo que já existe na operação, mas que precisa ser compreendido pelo mercado para influenciar a decisão.


O preço continua fazendo parte da decisão

Preço permanece como uma variável importante em compras empresariais porque clientes trabalham com orçamento, metas financeiras, políticas internas de contratação e responsabilidades sobre os investimentos realizados.

Em licitações e em determinados modelos de compra, seu peso pode inclusive estar formalmente definido.

A contribuição do posicionamento está em ampliar a base sobre a qual a comparação acontece.

Quando uma proposta custa mais do que outra, o comprador precisa compreender quais elementos justificam aquela diferença, que pode estar relacionada a menor risco, redução de prazo, prevenção de retrabalho, acesso a especialistas, redução de custos futuros, maior segurança ou previsibilidade.

Quando essa relação permanece pouco clara, a diferença financeira tende a chamar mais atenção do que os benefícios que poderiam justificá-la.

Uma estratégia de posicionamento bem construída ajuda a colocar preço e valor dentro do mesmo contexto de decisão, permitindo que a conversa comercial seja mais ampla do que uma simples comparação entre números.


Um exemplo prático: o caso Ambscience

A Ambscience, empresa que atua no segmento de engenharia e consultoria ambiental, oferece um exemplo interessante de como especialização, conteúdo e presença de mercado podem contribuir para a construção de autoridade em um território técnico específico.

Empresas desse setor frequentemente dependem de indicações, relacionamentos comerciais e reputação acumulada ao longo do tempo, canais que continuam sendo relevantes, embora possam limitar o alcance da percepção de valor quando grande parte do conhecimento da organização permanece concentrada apenas entre pessoas que já conhecem a empresa.

Ao estruturar uma presença digital associada aos temas diretamente ligados à sua especialidade, a Ambscience ampliou sua visibilidade e criou mais oportunidades para que seu conhecimento técnico fosse encontrado por um público maior.

O aprendizado mais interessante desse tipo de movimento está na coerência entre especialidade, mensagem, conteúdo e mercado, já que posicionamento precisa aparecer na maneira como a empresa se apresenta, nos temas sobre os quais demonstra conhecimento, nos cases que escolhe divulgar, nos argumentos utilizados comercialmente e nas evidências que sustentam sua proposta.


Sua empresa tem um problema de preço ou de percepção de valor?

Antes de concluir que o mercado busca apenas o fornecedor mais barato, algumas perguntas podem ajudar a compreender melhor a situação.

Se o logotipo fosse retirado do site, o texto poderia pertencer a vários concorrentes? Um potencial cliente consegue entender rapidamente para quais tipos de problema a empresa parece especialmente preparada? A organização conhece as alternativas que os clientes consideram durante a compra? Os diferenciais apresentados estão ligados a consequências relevantes para o negócio? Existem evidências capazes de sustentar essas diferenças? A proposta comercial traduz capacidade técnica em impacto? Marketing, vendas, site, apresentações e discurso comercial ajudam a construir uma percepção coerente? A empresa sabe quais clientes tendem a valorizar mais suas competências? Quando cobra mais do que um concorrente, consegue explicar com clareza de onde vem o valor adicional?

As respostas podem revelar cenários bastante diferentes.

Algumas empresas podem descobrir que possuem diferenciais fortes, embora ainda pouco visíveis. Outras podem perceber que sua comunicação está funcionando adequadamente e que o preço realmente exerce grande influência naquele mercado. Também podem surgir situações em que antigos diferenciais perderam relevância ou deixaram de representar uma vantagem significativa diante das mudanças do setor.

A utilidade dessa análise está justamente em permitir um diagnóstico mais cuidadoso antes de tomar decisões sobre preço, comunicação ou investimento comercial.


Posicionamento ajuda o comprador a compreender por que escolher

Empresas de engenharia constroem valor por meio de conhecimento, pessoas, processos, experiência e capacidade de execução, embora grande parte desse valor não seja imediatamente visível para quem está escolhendo entre fornecedores.

Quando a comunicação não consegue torná-lo suficientemente compreensível, organizações genuinamente diferentes podem acabar sendo percebidas como alternativas muito semelhantes.

Uma estratégia de posicionamento bem desenvolvida ajuda a organizar essa percepção porque conecta alternativas competitivas, capacidades distintas, valor gerado, perfis de clientes para os quais esse valor possui maior importância e evidências capazes de sustentar a proposta apresentada.

A clareza obtida nesse processo também pode modificar a qualidade da conversa comercial, já que a comparação deixa de se concentrar apenas em escopo, prazo e preço e passa a incorporar fatores como risco, resultado, especialização, adequação ao problema e impacto para o negócio.

Quando uma empresa sente pressão constante sobre seus preços, portanto, vale observar não apenas quanto está cobrando, mas também o quanto o mercado consegue compreender, antes da contratação, por que sua proposta possui aquele valor.


Se sua empresa técnica tem bons diferenciais, mas ainda encontra dificuldade para comunicá-los de forma clara ao mercado, a EntreLinhas pode ajudar a organizar posicionamento, mensagem e estratégia de marketing a partir dos objetivos reais do negócio. Agende um diagnóstico de posicionamento de 15 minutos e avalie como sua empresa está sendo percebida hoje. Clique aqui para falar conosco ou nos chame no whatsapp 11 9.4396-5470

 
 
 

Comentários


Inscreva-se na Newsletter e receba conteúdos exclusivos:

Agradecemos pela inscrição!

FUNCIONAMENTO

Seg - Sex: 9h - 18h​​

CONTATO

© 2022 por Entrelinhas Marketing

bottom of page